Reunião de briefing
Se você trabalha já em uma agência, já deve ter se deparado com uma situação semelhante a desse vídeo. Se ainda não, prepare-se! (em inglês)
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Se você trabalha já em uma agência, já deve ter se deparado com uma situação semelhante a desse vídeo. Se ainda não, prepare-se! (em inglês)
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10:57
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Marcadores agências de publicidade, briefing, clientes, publicidade e propaganda, reunião
Existe um texto do Guy Kawasaki que fala sobre a regra dos 10, 20 e 30 das apresentações do Power Point, adotei o método imediatamente.
Resumidamente, é o seguinte:
- No máximo 10 slides:
Deixe a apresentação a mais concisa possível para que ela dependa da sua presença na apresentação. Se o power point for tão auto-explicativo que você não precisa estar junto, parabéns, você pode entrar pra academia de letras. Até lá, faça slides com a idéia geral e explique com suas próprias palavras o que deve ser dito.
Aliás, se você colocar muito texto, vai acabar lendo o que está escrito no slide e o cara que está te ouvindo vai pensar: "Ei, ele está lendo o que está no slide... sabe de uma coisa, vou ler tudo antes dele e usar o resto do tempo pra pensar naquele bifão do almoço, que está me esperando"... e você perdeu uma grande oportunidade.
- Use no máximo 20 minutos:
Você deve tentar explicar as principais idéias em apenas 20 minutos. Parece pouco? são 2 minutos por slide. Experimente ficar em silêncio durante 1 minuto, de olhos fechados. Eternidade, não? Veja quantas palavras você consegue ler em 2 minutos. Aposto que se começar a ler lá de cima, já chegou aqui em 2 minutos. E já apresentamos várias idéias.
Mesmo que você consiga reservar 1 hora com o cliente ou com o diretor, você vai levar uns 15 minutos pra instalar o projetor (caso esteja usando um PC), e, na melhor das hipóteses, você apresenta em 20 minutos e ainda tem o restante do tempo pra fechar o negócio, tomar um café e responder perguntas.
- Use a fonte 30:
Ok, parece grande demais? então a sugestão que ele dá é pegue a pessoa mais velha da reunião e divida a idade dele por 2. Esse é o tamanho da fonte ideal para se utilizar. O motivo pelo qual as pessoas usam fontes pequenas, é porque as apresentações têm muito texto.
Como você vai escrever o mínimo necessário, então não precisa ser tímido com as fontes. Escreva para as pessoas lerem, não para elas pedirem a apresentação pra você no final.
No final, a única coisa que você quer ouvir é:
- Quais os próximos passos?
- Quando podemos começar?
- Poderia repetir a apresentação semana que vem para nossos superiores?
... e nunca:
- Você me manda a apresentação por email?
- Qualquer coisa, entramos em contato.
- ... já terminou?
ok, você tem que entrar com um job na criação. Muita calma nesse momento: você vai lidar com uma das profissões mais delicadas que existem no mercado de trabalho.
Uma das piores coisas, desde a segunda série é ouvir: nossa! que feio isso aí que você fez! E o desenho era algo maravilhoso, aquela árvore com maçãs vermelhas, casinha com chaminé e boneco palito. Imaginou o desenho?
Pois é, imagine que esse último parágrafo fosse o briefing. São milhões de maneiras de se resolver essa imagem e provavelmente cada uma das pessoas que você pedir pra desenhar isso vai fazer de forma diferente. E óbvio: todas estarão certas!
Numa discussão sobre uma peça, tente expor argumentos racionais. Eles são os melhores para aprovar ou reprovar uma peça. Peça para que o diretor de arte defenda a peça pra você. Se ele conseguir fazer isso de forma satisfatória, muito bem, adicione mais alguns features e você estará pronto.
Caso ele não consiga fazer isso, tente atribuir fatos do briefing: "tem uma casa? tem uma árvore? é uma macieira?" Não pergunte coisas como: "O que você quer dizer com isso?" ou "Você acha que o público-alvo vai entender?" Essas são respostas que nunca serão respondidas dessa forma. Isso você só vai saber ou com pesquisas ou com risco.
E quem tem medo de arriscar sempre vai ter o briefing aprovado... mas vai acabar caindo naquelas situações que a liberdade de criação vai sendo tolhida pouco a pouco.
Layout defendido pela criação? Mostre pra mais algumas pessoas, faça testes internos. Se ouvir uns 2 ou 3 "du caralho", prepare o power point, as pranchas, coloque aquela camisa bacana e boa sorte na frente do cliente!
Publicado às
20:06
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Marcadores anúncios publicitários, clientes, direção de arte, métodos, peças publicitárias
Já trabalhei em diversos locais em que a direção de arte é um problema. Quem faz a direção de arte na sua empresa, agência de publicidade, produtora?
Já conheci muitos micreiros capazes de fazer alguma criação interessante, mas o resultado nunca é tão bom quando não é feito por alguém com todo o tipo de influência, observador, exigente, cuidadoso com os detalhes e criativo.
A idéia geralmente é boa no papel. Ouvi muitas vezes: "a idéia era até boa, mas a solução não ficou como eu estava imaginando...".
Como conciliar o que o cliente imagina com o que ele vê?
- Conhecer os gostos do cliente é fundamental: você pode até justificar que o gosto da pessoa não vai ao encontro dos valores da empresa, que a linha de comunicação é "x" ou que o público-alvo não vai entender a campanha da forma que o "muchacho" quer. No final das contas, se ele não gosta de verde, não adianta apresentar verde, a não ser que ele seja um ser superior, isento de opinião pessoal, o que, na minha humilde opinião, não acontece no mundo real.
- Fazer um draft, rascunho, story board ajuda: sempre ajuda e você não gasta horas procurando uma imagem e photoshopando horas e horas um rosto bonito.
- Muita conversa: se você acha que 1 reunião é suficiente para entender uma pessoa, você deveria ir naquele programa do SBT que você conversa 1 minuto com uma pessoa, dá um "beijo de cinema" (como o Celso Portiolli diz) e ainda leva 200 reais. Converse, questione, mostre referências, fotos, músicas... tudo pra entender um pouco mais da pessoa que te passa um briefing.
- Apresente 1 versão. Só uma de cada vez! Mesmo que tenha 10. Se você mostrar 2, vai ter que fazer mais uma, misturando as duas apresentadas, com o "melhor de cada uma"... mesmo que elas sejam completamente diferentes e tenham propósitos diferentes também.
... acho que seguindo esses passos talvez você precise de menos inspiração, menos sorte e sofra de menos frio na barriga no momento da apresentação de um layout.
Publicado às
22:47
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Marcadores clientes, direção de arte