Marketing Político
Seguindo a sugestão do Felipe Moura, algumas linhas sobre marketing político:
Particularmente sempre achei um pouco confusa a idéia de marketing político. Se formos pensar na política como uma atividade que não é exatamente um serviço ou um produto, e sim uma atividade cívica em que um representa muitos, não sei se é correto atribuir conceitos de mercado e competitividade para uma atividade que deveria ter como preceito básico a igualdade de oportunidades numa provável candidatura.
Atualmente, sei que é uma prática comum, sei que quem pratica vence eleições (e perde também), mas até que ponto isso é bom para a população?
Um marketeiro político segue alguma ideologia de algum partido? Ou segue a ideologia do mercado numa campanha política em que o retorno sobre o investimento são votos no final da eleição? Ou é o dinheiro ou a troca de favores que será possível com determinada pessoa no poder?
O candidato, no final das contas, é um sujeito virtuoso, capaz, realizador, representativo de um grupo, ou é um produto sem direito a recall?
Um candidato que se transforma em um produto, no final das contas é caro e irresponsável com a imagem de "ser político", pois desvirtua a profissão. Aliás, candidato é uma profissão? Ou um cargo?
Hoje em dia qual é a criança que sonha em ser um político? Pra mim, campanha política é como o marketing viral. Tem que ser no boca a boca.